quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lugar dela

Ele estava me tocando mas não era a mim que desejava. Claramente percebia-se que seus pensamentos ainda eram tomados pela menina que usava vestidos floridos e tinha a pele morena. Eu nada podia fazer, a não ser rezar, todas as noites, para que ela morresse e eu pudesse, assim, tomar o seu lugar.

sábado, 19 de novembro de 2011

Te abraçar...

Te abraçar, fechar os olhos, sentir teu cheiro e tua respiração e esquecer o tempo. Imaginar a nossa música e todos os momentos bons que passamos juntos como aquele dia frio em que fomos na lagoa e entramos na água apenas com as roupas íntimas. Também como o nosso primeiro beijo, a minha vergonha e o teu desejo.
Nossas lágrimas escorrendo juntas ao imaginarmos a nossa despedida novamente. Nós dois sentados na cama e abraçados, um de frente pro outro deixando apenas o silêncio falar. Desviávamos os olhares cada vez que se encontravam sem querer talvez com vergonha de sentir todo aquele turbilhão de sentimentos misturados. Teus sussurros no meu ouvido que me deixavam boba, teus beijos no meu pescoço que me faziam estremecer, cada gesto de carinho em todos os dias que passamos juntos. Nossos planos para o futuro, nossas discussões por causa de ciúmes, nossas gargalhadas exageradas. Nossos abraços fortes e intensos, nossos corpos perfeitamente encaixados, mostrando que o amor pode ser sentido em forma de prazer...

Olhos dançantes.

O que se esconde por trás daqueles olhos dançantes? Dançam como dançam as folhas da copa da mais alta árvore da mais bela e conservada floresta num dia de vento suave. Sempre atentos a tudo, não deixam passar nada e muito menos os romances onde a mocinha e o mocinho no final ficam juntos e felizes para sempre. Viajam sob montanhas, percorrem horizontes e histórias de amores não correspondidos. Fecham-se delicadamente ao beijar seu amado, e abrem-se depressa quando um sonho ruim ela tem. Contornam, atentos, bocas e corpos, mas não ficam abertos muito tempo ao se aproximarem do calor e do perfume de quem ela deseja. Mantendo-os fechados ela apenas deixa seu corpo sentir tudo o que seus olhos não podem sentir.

sábado, 12 de novembro de 2011

Corpo e corpo.

Sei que tua língua no meu corpo faria-me estremecer de prazer. Tuas mãos ao me pegarem com força deixariam minha pele branca vermelha e em um segundo me deixariam imóvel e ofegante em meio aos lençóis molhados.

sábado, 30 de julho de 2011

Pensamentos Inquietos

Fecho os olhos e sinto meus lábios abrirem um sutil e doce sorriso apenas com minha mente vagando em meio às lembranças que tenho de ti. Consigo lembrar de cada expressão do teu rosto e corpo, cada peça de roupa jogada no chão... Teu cheiro na minha pele e teu gosto na minha boca...
Pensamentos inquietos e uma louca vontade de te ter bem perto de mim novamente invadem meu corpo e minha mente de uma forma quase que doentia.
Te quero perto o suficiente para que eu possa sentir tua respiração e o calor da tua pele, e só assim eu estarei completa.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Imploro.

Amor impiedoso e cruel, imploro para que deixes de existir dentro de meu ser
para que tu me deixes viver em paz e longe destas sombras que me atormentam
para que vá tomar conta de outro corpo, de alguém que o possa aproveitar.


Amor impiedoso e cruel, imploro para que deixes de existir dentro de meu ser
para que tu me deixes voltar a sorrir com a alma e não só com os dentes
para que eu possa beijar outros lábios e provar outros corpos sem do meu amado lembrar.


Amor impiedoso e cruel, imploro para que deixes de existir dentro de meu ser
para que tu me deixes aproveitar a minha junventude livremente
para que eu possa mais tarde encontrar-te novamente, mas sem dor, sem tormentos e sem lágrimas, e sim com muita ternura, sorrisos e verdade.


03/01/2011 02:38 a.m.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Verona.

Enquanto ela fuma seu último cigarro com tragadas lentas e contínuas ele implora loucamente pelos seus seios e uma única gozada, mas Verona não se entrega. Ele olha suas coxas com um olhar convidativo ao estupro, desenha suas belas curvas com os olhos, que era a única parte de seu corpo que agora se movia. Por baixo daquela blusa de renda e aquela saia florida, Verona mantinha-se intocada, e assim permaneceria até que alguém tivesse coragem de provar do seu veneno.